sexta-feira, 12 de abril de 2013

Música "Always" Hillsong United

Simplesmente lindo...

Uma das músicas mais belas que eu já ouvi




Abs

Letícia

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Estrelas na Janela- para refletir







   Enquanto a noite cai, eu olho pela janela. Vejo o céu diminuindo sua luz, para substituir sua superfície por um azul marinho de pontos brilhantes. Esse processo me faz lembrar de uma uma música de Shumann para piano " A Noitinha". Ela faz parte do conjunto de peças que compõe a fantasia op.12.  E eu agora pensando nessas peças, mergulho em  mundo só meu. Voo na minha própria imaginação e  começo a pensar "Por que?". "Por que não expressei os meus sentimentos?" O tempo é curto e passamos por um caminho apenas uma vez. Pessoas passam por nossas vidas há todo momento, mas poucas permanecem. Ficamos tão ocupados com nossos caprichos, com nos mesmos, com nossos problemas e esquecemos que o dia vem, o dia vai, a noite vem, a noite vai e assim vão indo os nossos queridos. As lembranças que sobram deles são como as estrelas que agora brilham no céu: distantes, bonitas, nebulosas.  E eu agora aqui a pensar, a contemplar de minha janela... Estou com 90 anos, percebo o quanto coisas simples, que não nos dávamos conta na juventude, são importantes. Uma delas: abraçar.  Eu poderia dizer que esse gesto é como o sol, aquece, é essencial para a vida, traz o conforto e o renovo depois da noite. Durmo e sonho com o sol que nascerá amanhã.






Escrito por Letícia Rocha em 2011.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Filme "O Encontro Perfeito" Resenha por Letícia Rocha



   Há mais ou menos um ano atrás, uma amiga minha me recomendou esse filme. Logo fui assistir e me apaixonei pela história. 
Uma advogada está passando por problemas familiares. Ela tem dúvidas existenciais e teve um passado sofrido, principalmente por ter perdido o pai cedo. Nunca compreendeu o motivo desse acontecimento. Essa jovem mulher sente-se vazia, estressada com o trabalho e  em busca de respostas para sua vida.
   Um dia ela recebe um convite desconhecido para jantar e imagina que é o seu marido lhe fazendo uma surpresa, pois somente ele sabia que ela adorava aquele restaurante. O seu esposo andava sempre muito ocupado e pouca atenção dedicava a ela. Pensou que ele devia ter se dado conta de que fazia tempo que não faziam programas como esse juntos e estaria lhe propondo esse convite para agradá-la. No entanto, ela surpreende-se ao encontrar um senhor de terno, muito bem apresentado lhe esperando. Meio relutante, ela pensa tratar-se de um engano e tenta ir embora, mas ele insisti que ela fique. Ele explica que só deseja conversar um pouco com ela. Então a jovem pensa um pouco, mas resolve sentar-se à mesa com ele. Os dois fazem os seus pedidos ao garçom. Ela observa que ele tem um jeito de ser educado e refinado. Sente-se meio desconfortável por estar com um outro cara, que não é seu marido. Mas ele a tranquiliza e a faz ficar à vontade.
   O tempo vai passando e os dois conversam e conversam. A advogada percebe que esse homem sabe tudo a respeito da vida dela, inclusive fatos que ela nem se recordava mais da infância e da adolescência e até mesmo sobre as suas dúvidas mais pessoais. Ela fica muito surpresa e curiosa. "Como era possível se ela nunca o tinha visto antes?".  Ele chegou a afirmar que sempre esteve junto com ela em todos os momentos de sua vida. Ela boquiaberta pergunta "Quem é você?". Ele responde "Eu sou Deus".
   Assisti esse filme mais uma vez, no início desse ano, junto com uns amigos em uma reunião que fazemos na casa de estudante da UFRGS (a do centro). Nessas reuniões conversamos sobre muitos assuntos relacionados ao mundo em que estamos vivendo e sobre o fato de Deus desejar ser nosso amigo. Recomendo esse filme para quem tem interesse em saber mais.

Resenha escrita por Letícia Rocha

Ps: O filme pode ser alugado, mas é possível baixá-lo na internet. 


Pode ser assistido no youtube:

Em inglês (sem legendas)




Em português (Dublado)



Passos são Palavras


   





 
   
   Caminhando devagar eu vou pensando. Queria viajar para o futuro e saber como são as coisas lá. Não estou contente com minha vida de agora e necessito de melhoras urgentes. Não sei exatamente por quê. A vida é muito mais que um mundo de cores. Sou um pincel descontrolado que sai a pintar tudo o que pensa.
  Em minha frente há uma janela de vidro, a vitrine que parei para olhar. Há cadernos e canetas. “Meus passos são palavras de grandes histórias”, escrevo ao testar uma caneta da loja. Uma lágrima escorre de meus olhos. Não acredito no que estou vendo.
  Estou em um lugar totalmente escuro, onde há apenas um livro emitindo luz e brilho no chão. Ao tocar no livro, sinto um leve formigamento em minhas mãos. Abro-o e leio: “Esta é a chave para o controle do tempo”. Passo a página e me assusto com o que há. Uma foto minha testando a caneta da loja. Avanço novamente e leio naquelas letras luminosas : “ Dedico esse livro a mim mesmo”. Pergunto-me quem seria o autor e novamente me espanto. Sou eu.
   Depois de um forte estrondo e tonturas, encontro-me em outro local desconhecido ao lado de uma árvore. Sentindo-me estranhamente cansada, observo a paisagem. Está amanhecendo e há poucas pessoas na rua. Alguém me olha de uma maneira curiosa. Com uma força fora do comum, de repente me segura pelo braço e me arrasta até um lugar semelhante a uma casa.
   Minhas mãos estão presas, e ouço conversas lá fora. Quem me trouxe não era uma pessoa, mas sim, um robô. Não entendo a língua deles, mas eles entendem a minha e são capazes de falá-la. Disseram-me que não sabem como é possível que eu exista, pois todos os humanos já foram extintos em 2108. Mas eu vivia em 2008. Como assim? Quer dizer que eu estava a mais de cem anos à frente de minha época? Fiquei atordoada com a ideia. Os robôs disseram-me que não poderiam me deixar viver, que eu teria que ser exterminada como os outros, mas antes eles fariam com que eu escrevesse um livro, o último livro escrito por um ser humano. Esse livro seria a luz na escuridão para qualquer ser humano que se encontrasse em outra época. Os robôs conheciam a chave do controle dos anos e isso nenhum ser humano poderia saber, por isso eu deveria também ser extinta.
   Após escrever, deixei escorrer uma lágrima. Ouvi um forte estrondo e senti tonturas. Foi assim que percebi que me encontrava novamente na rua, onde eu andava no começo. Fiquei a me perguntar se aquilo realmente havia acontecido. Tive certeza quando li em meus braços: “ Meus passos são palavras de grandes histórias”.



História escrita por Letícia Rocha em 2008

terça-feira, 9 de abril de 2013

Música de Fernanda Brum- A Tua Glória Faz






Coloquei essa música aqui porque descobri ela recém. Acho muito linda e ela resume um pouco o meu sentimento relacionado ao meu viver atual.

Essa é a versão instrumental com a letra.

Abs,

Letícia Rocha





segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sentimentos


  Uma homenagem aos professores, admiro muito esses profissionais que tanto me ensinaram. 





          Cada professor, o seu jeito. Cada aula, seu gosto, sua cor.
        Nas aulas de filosofia, sou um peixe. A aula tem gosto de frutos do mar e uma cor acizentada e azulada como a água do mar. Saio do mundo, onde estou mergulhada em idéias fixas e rígidas, para morrer e ser devorada pelo pensamento filosófico.
        Nas de história, que são muito coloridas e com gosto de tinta, pinto o passado e analiso o porquê de cada acontecimento. Viajo para outra época, assim como um pincel desliza sobre a tela.
        O calor da aula de geografia é gostoso como um dia levemente ensolarado. Sinto a natureza. Busco explicações para o espaço onde vivo. O próprio nome “geografia” possui tons azulados e amarelados.
         Literatura comparo com um docinho. Deve ser apreciada devagar. Já o português, muitos não descobriram a delícia que ele é. As aulas são semelhantes ao café. Precisam ser adoçadas.
        Não há matéria que mude tanto de cor como a química. É um iogurte! Ora está rosa, ora branca, às vezes laranja. Depende do sabor.
        No inglês, perco-me entre muitas palavras. Sou como uma única letra no dicionário. Com um pouco de raciocínio,  sou encontrada e descubro meu próprio significado.
       A biologia faz com que eu compreenda do que sou formada. As aulas são transparentes como a água. Posso enxergar o exterior e o interior de grande parte das coisas.
       O crânio é como uma caixa de ferramentas que é como a física. No crânio existe o cérebro, que é a matemática. Essa disciplina é fundamental. É a raiz de todas as outras. Essencial para que existam os peixes, o sol, os pincéis, o dicionário, o café, os docinhos e o iogurte.
                                                                                                         


Letícia Rocha
                                                                                                                        
 Ps: Escrevi esse texto em 2007

domingo, 7 de abril de 2013

Música "Tears on Love" Yiruma

Eu admiro muito esse pianista.Por isso, estou compartilhando essa linda melodia

Ele se chama Yiruma e é coreano.




Abs,

Letícia Rocha