quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sobre a sabedoria

" A sabedoria é árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm."

Provérbios 3.
v.18

    Quanto à postagem anterior relacionada ao guardar o coração, é possível fazer uma associação com esse versículo.
    Já que, se o nosso coração é um jardim, nesse provérbio há a metáfora "árvore de vida". Você gostaria que dentro de sua alma houvesse um paraíso, com uma "árvore de vida"? Então, a sabedoria seria a semente dessa árvore. Guardar o coração de maus sentimentos é um ato sábio. Retomando que a nossa essência deve ser purificada e esse é o sentido de guardar o coração: entrar em um combate contra tristeza, descontrole, ansiedade, ódio, maldade.
    O resultado séra a vida brotando dentro de nós mesmos.

Abraço,

Letícia

Sobre guardar o coração

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."

Provérbios capítulo 4. v.23

   



    Fico a me perguntar o que seria "guardar o coração". Percebemos que, quando ficamos tristes ou com raiva, com ressentimento ou qualquer outro sentimento negativo, imediatamente, sentimos um peso dentro de nós mesmos.
    Então, o coração seria a nossa essência: o que realmente somos. Segundo esse versículo, precisamos preservá-la, regá-la de bons sentimentos, pois é o jardim da nossa alma. Não somos esse corpo; ele é apenas a forma de ligar a nossa alma ao mundo material.
    Em seguida, está escrito a justificativa para mantermos o nosso coração guardado: porque dele procedem as fontes da vida. A água simboliza o crescimento, pois quando cuidamos de um jardim, as flores brotam, as sementes deixam de ser apenas sementes. Então, é dentro do coração, dentro da nossa essência que o crescimento da alma é gerado. E como acontece esse processo? Através da preservação, do combate aos sentimentos maus e que são o oposto de: amor, alegria, paz, bondade, domínio próprio.

Um abraço a todos,

Letícia

Café entre amigos




- Saramago, eu fiquei feliz que você aceitou tomar um café comigo.
- Claro, como eu não iria aceitar o convite de uma moça tão bonita?!
- Como? Eu tenho um noivo e ele pode ficar com ciúmes, mas obrigada pelo elogio!
- Estou brincando, hehe. Você leu minhas obras, então, não é? Me conte de qual gostou mais.
- Gostei de "História sobre o Cerco de Lisboa". Quer autografar para mim?
- Sim, que prazer! Vejamos....
- Obrigada!
- O que te chamou a atenção nessa minha obra?
-Bem, Saramago, eu gostei da personalidade de Raimundo. Gosto desse tipo de homem: reservado, misterioso, tímido...
- Teu noivo é assim?
- É...
- Pena que eu não sou assim...
- Senhor!
- Estou brincando!
- Saramago...
- Diga...
- Por que você é ateu?
- Gosto de ter autonomia. Não me sinto bem com a ideia de um deus ditador, perfeito e todo- poderoso!
- Mas quem você acha que nos criou?
- Não preciso dessa resposta para viver. Há certas coisas que é melhor ignorar.
- Entendo...
-Você acredita?
-No que?
- Em deus...
- Eu considero Deus o meu pai.
-Como é isso para você?
-Gosto que Deus seja meu amigo. Gosto de pensar que ele sorri para mim.
-Mas esse deus você nem viu. Como ele pode estar sorrindo para você?
- Quando estou em paz comigo mesma, sei que ele está sorrindo. Não preciso enxergá-lo para senti-lo e desejá-lo.
- Fiquei com vontade de saber mais. Como faço?
- Leia a Bíblia.
- Mas eu já li muitas vezes. Você sabe de minhas obras literárias de conteúdo relacionado a esse livro.
- Saramago, você deve orar antes de lê-la!
- Não sei orar, mas acho que um dia posso aprender.
- É só abrir o coração!

Letícia Rocha

terça-feira, 30 de maio de 2017

A Promessa

                            

Era noite, muito tarde e o prefeito Pedro Afonso da cidade de Porto Azul em 1945  combinava com sua esposa de fazer uma promessa para que tivessem um filho.
Ela dizia:
- Amor, desde quando você é religioso? Eu não acredito em nada místico, em religião, em Deus... Pensei que você também não acreditasse!
- Ah, mas  já vi pessoas usarem a fé, o poder do pensamento e dar certo, você não viu? Eu não acredito em Deus, mas creio que nossa mente tem muito poder.
- Não sei não...
- Mulher, eu quero um filho! E, se você não pode me dar um...Eu arrumo outra!
- Pensei que você me amasse!
- Eu casei contigo para ter uma família!
A mulher, apavorada em pensar que Pedro a deixaria, foi à missa no dia seguinte sem acreditar em nada, mas foi se aconselhar com o padre.
- O que deseja?
- Meu marido quer me deixar porque não dou a ele filhos.
O padre disse:
- Na Bíblia,  muitas mulheres eram estéreis e foram abençoadas por Deus. Peça.
- Mas eu não acredito...
- Vou rezar 3 ave-marias por ti e te aconselho a fazer promessa. Você disse que é a esposa do prefeito?
- Sim.
- Mande ele construir mais igrejas. O povo está perdendo a fé em Deus. Essa cidade só tem 2 igrejas. Se seu marido construir uma grande catedral que caiba pelo menos umas mil pessoas, dentro de um mês você estará grávida. Eu tenho fé em Maria. Acredite no que diz o teu padre!
- Não me custa tentar. Não quero perder o meu casamento.
Então ela chegou em casa e conversou com Pedro Afonso.
A catedral começou a ser erguida em seguida e saiu muito dinheiro da prefeitura.
Passou 1 mês e nada da mulher ficar grávida. Dois meses e nada...
- Mulher, esse padre nos enganou? Eu vou te deixar!
A mulher foi reclamar com o padre.
- Não engravidou? É porque você não tem fé! Tem que se arrepender dos pecados e aceitar o Nosso Senhor.
A mulher balançou a cabeça negativamente e disse que não aceitaria.
Chegando em casa, naquela noite, engravidou.
Mesmo assim, a igreja seguiu sendo construída, pois o seu marido temia que a promessa não pudesse ser quebrada.
2 anos depois, havia uma grande catedral em Porto Azul batizada com o nome de Maria por causa da linda menina que havia nascido e que já caminhava.
Em seguida, o Pedro Afonso disse à mulher:
- Vamos ter um menino agora?

Letícia Rocha

domingo, 28 de maio de 2017

Caminho

Corro rumo à viagem...
Vejo uma bela imagem:
uma visão de coragem.
Encontro o sonho selvagem!

Letícia Rocha

sábado, 27 de maio de 2017

Que vem e vai

A chuva cai...
Eu ouço um som,
que vem e vai.
Mas ... mas que é bom.

O vento vem...

Me sinto só...
mas estou bem.
Melodia, dó...

Mas que saudades!

Vem, me abrace!
Eu digo frases...
Oh, Chuva, passe!

Oh, leve, leve...

Para bem longe
tudo o que deve
Ir para longe...

Ir e não mais

vir...
Não!
E nunca mais!

Letícia Rocha

domingo, 21 de maio de 2017

Lembrança


Lembro-me de um tempo que se foi.
Lembro-me do que deixei para trás.
Com o vento, eu percebi depois
a folha que diferença não faz:
É irrelevante, vazia, sem cor.
Há uma chuva que agora cai...
e rega  as sementes de amor;
e a lembrança voa e se vai...

Letícia Rocha